A PRIMEIRA CERTEZA.

Pra ouvir ao som de Mama - Crystal Bowersox 

Aprendi, sem ter gerado nenhum filho, que ser mãe nada tem a ver com vínculo sanguíneo, dar a luz ou pagar despesas. Bom, não somente isso. Não se trata do quanto você subtrai pelos seus, mas sim, do quanto você soma na vida deles.

Já acompanhei algumas — muitas — amigas grávidas, já virei noites satisfazendo desejos sem sentido algum e já segurei mãos em crises de dor. Ainda assim, não posso dizer que sei como é estar na pele de alguém que carrega uma vida inteira dentro de si. Nunca tive um ser que dependa única e exclusivamente de mim. Ainda. Mesmo assim, aprendi que ser mãe não é uma comédia romântica de sessão da tarde. Por vezes vi filmes de terror e dramas de arrancar do meu íntimo muito mais do que lágrimas, apenas observando angústias, faturas, idas e vindas ao hospital, contrações, berros e cabelos sendo quase arrancados por falta de paciência. Ser mãe também é perder a cabeça vez em quando. 

Aos seis anos segurei um bebê no colo pela primeira vez — ao menos é a lembrança mais antiga que possuo — e posso jurar que no mesmo instante o teto que me cobria se abriu e raios de sol invadiram a sala. Maria Fernanda, a "Nandinha" — de quem fui madrinha de coração — me olhou e sorriu. Tive, ali, a primeira certeza da minha vida: eu quero ser mãe. Não naquele momento, claro, nem nos anos que se seguiram, mas dali em diante observei todos os cuidados que ela recebia e fiz questão de participar de cada segundo que me era permitido. Trocar fraldas nunca foi um desafio, acordar no meio da noite pra ajudar a fazê-la pegar no sono também não. De alguma forma, desde os seis anos comecei a treinar — sem perceber — para um destino que me parece cada vez mais próximo. Ainda bem.

Anos depois tive a enorme, gigantesca e inigualável alegria de ser madrasta. Não como essa dos desenhos, mas sim a boadrasta. Novamente me vi segurando em meus braços alguém que me olhava com doçura e que pronunciava meu nome — sorrindo — como se eu fosse a pessoa mais iluminada da face da Terra. Ela me ensinou a ser mais doce e eu a ensinei a não ter medo do escuro. Se não fosse o escuro da noite nós não conheceríamos as estrelas. — me lembro de dizer. Tive o prazer de acompanhar metades dos anos que hoje ela carrega e hoje, mesmo longe, descobri que um amor puro assim não se vai com o tempo nem a distância. Tive um vislumbre do que é ser mãe quando ela me sorriu pela primeira vez e em meus olhos choveu um tanto.

Ainda assim, tenho plena consciência de que a maternidade vai muito além de alguns anos, sorrisos fofos e medo de escuro. É ter medo de não ser suficientemente boa, de errar a temperatura do leite, de dar o conselho errado, de escolher o caminho difícil e quebrar a cara depois. E repito, ser mãe nada sem a ver com subtração. Não é deixar de ser mulher para ser mãe, é ser ambas. Sei que a vida tenta nos convencer a pensar diferente, mas isso eu afirmo com conhecimento de causa e admiro quem o faz.

A questão é que não existe uma receita. Não há fórmula sobre como uma mãe deve ser ou agir. O que existe é um baú cheio de segredos que se revelam diariamente. Alguns difíceis de lidar, impossíveis de conciliar e outros gostosos de saborear. E enquanto escrevo esse texto — clichê — pra desejar feliz dia das mães, avós, tias e — porque não? — pais que são mães, meu olhos se enchem de lágrimas por não ter mais ao meu lado essa figura que um dia, foi minha mãe, minha melhor amiga e, por escolhas de ambas, hoje é apenas uma memória bonita que guardo na sala de estar do meu peito.

Desejo, apenas, ser metade da mãe que conheci na infância. Desejo, do lado de cá da tela, que todas as mães se sintam abraçadas, beijadas, amadas e agradecidas. Gratidão é a palavra do dia. — Até o Facebook sabe disso. — Mas não agradeçam com presentes, sim com afeto, cuidado e carinho. E colo, que vez em quando os papéis se invertem e não há mal nenhum nisso. 

 Aprendi, com o passar dos anos, que ser mãe é saber ser filha também. 

* Fonte da foto

DESAFIO 7on7 ABRIL

Olá miudezas! 

Sei que hoje, originalmente, seria dia de #quintamusical, mas por questões tecnológicas eu dei um pause nessa tag e semana que vem estou de volta. Enquanto isso quero apresentar o desafio que aceitei e a nova tag #7ON7

Junto com algumas blogueiras que irão conhecer no final deste post, publicarei uma lista de 7 fotos todo dia 7 de cada mês, de acordo com o tema escolhido. Como esse é nosso primeiro mês, nada mais justo do que nos apresentarmos. Portanto, vou mostrar pra vocês 7 fotos que falam um tanto sobre mim e o que cada uma representa. Espero que gostem!



1. EU E MEUS 4 OLHOS
Quer algo mais clichê? Sei que já me conhecem, mas começo deixando registrado o novo visual "4 olhos" e a vontade de cuidar mais das madeixas cacheadas. Ouço muita gente reclamar, dizer que prefere lente de contato, mas não consigo gostar dessa ideia. Adoro óculos, acho um charme em qualquer pessoa e estou in love com os meus, mesmo sofrendo na adaptação.




2. CAFÉ & CANECAS
Gente, café é amor. Café é vida. Café é paixão. Café é tudo. Frio, quente, fraco, forte, doce, não tão doce (amargo nem pensar, sorry). Já que não dá pra fotografar só o café, preciso expressar meu vício por canecas. Sim, coleciono várias. Já tomei bronca da mãe, da esposa, das amigas e de todo mundo por guardar um mundo de canecas no meu armário e hoje reduzi o número para 15. Não me dê dinheiro, me dê canecas (com café, de preferência).



3. ESCREVER
Impossível falar de mim e não falar das minhas palavras, dos meus rabiscos, das minhas miudezas verbalizadas. Coleciono cadernos, bilhetes, cartas, pedaços de papel rabiscados e infinitos rascunhos no blog, no computador, no celular. Só não escrevi na pele, ainda. É vício, é válvula de escape. É a minha vida.



4. MEU RELICÁRIO
Que fique claro, o esforço pra não chorar ao explicar essa foto é surreal. Desde que me entendo por gente eu sou a p a i x o n a d a  por relicários, mas nunca tomei a iniciativa de comprar um. Eu não sei vocês, mas acredito nessa coisa de vidas passadas e memórias que perduram. Imagino que em alguma das minhas eu tive um desses, pois cada vez que eu via um era como se pensasse "Sinto falta do meu. Ele me pertence". Até que no meu aniversário de 25 anos ganhei esse aí. Chorei muito. Chorei horrores. Agora carrego comigo pra todos os lados, guardando o meu primeiro e maior amor: meu bisavô. O meu herói. A minha base espiritual e meu guia da vida inteira.



5. VINHOS & BEBIDAS
Sei bem o quanto isso soa como vício, mas não é. Bebo por prazer, não por necessidade. Cerveja, licor, cachaça, vodka, uísque, batidas, caipirinhas, coquetéis e vinhos. Gosto de beber, na medida certa pra ficar leve e não dar trabalho. Ressaca? Não me lembro da última vez que tive, por me controlar e saber a hora de dizer chega. Ainda assim, nada me faz sentir mais prazer do que uma taça de vinho tinto. Ouvi dizer que é a melhor válvula de escape para os escritores.



6. AMOR & MÚSICA
Não tenho como falar de um sem falar do outro. Cresci vendo minha mãe cantar acompanhando o violão do meu padrasto e descobri bem cedo que essa era uma das minhas maiores paixões. Desde novinha saía cantarolando minhas músicas prediletas e hoje sou uma ótima cantora de chuveiro. Não sou uma Elis, mas mando bem quando quero. Só tem um detalhe: tocar mesmo, só se for o terror. Para a minha tristeza não domino nenhum instrumento e sempre admirei os que sabem. "Maria Palheta", dizia minha mãe. Preciso dizer que foi justamente assim que conheci o meu amor? A música me trouxe muitas coisas boas, mas de todas elas o meu maior tesouro dorme, acorda e sorri ao meu lado todos os dias. Ela é a minha melhor canção.



7. O MAR
Não sei quando começou, mas minha mãe dizia que desde a barriga eu me acalmava quando ela ia à praia e se dependesse de mim eu viveria no mar. Me tirar de lá era um sacrifício. Ainda é. Pra curar qualquer dor, pra aliviar, pra limpar, pra energizar, pra chorar e pra sorrir. Pra amar, mar.

Quer conhecer os outros posts do desafio? Dá uma olhada então:


E você? Quais são suas 7 maiores paixões? Quais são as coisas que te definem? Me conta aí!

Playlist: AS MAIS OUVIDAS DA SEMANA #2



Olá miudezas! ♥

Voltamos com mais uma quinta falando de música por aqui. Espero que tenham gostado da última playlist e se você perdeu, é só clicar aqui e dar uma olhadinha nas músicas indicadas.

Essa semana ficou difícil mesclar nacional com internacional. Encontrei vários (muitos mesmo) covers gringos lindos e foi um desafio imenso não passar de cinco indicações, mas espero que gostem. Apertem o play e viagem comigo...

 TAYLOR SWIFT - DROPS OF JUPITER (cover)
Pra quem não sabe, antes de juntar as escovas de dente eu penei um pouquinho e fiquei um tempo longe da pessoa que hoje divide muito mais que um teto comigo. Isso foi um saco, mas passou. Durante esse período, como toda romântica incurável, eu buscava músicas que se encaixassem no que eu estava passando. Sempre tive essa mania infeliz de estar na bad e procurar um jeito de ficar mais ainda. — Descobri aqui o motivo desse masoquismo infinito e que é mais comum do que parece. — Estava ouvindo as músicas do Train, quando fui pegar o link pra última playlist e aí eu lembrei da música "Drops of Jupiter" (veja a tradução, cliquem aqui). Parece não fazer o menor sentido, mas para mim, falar de frango frito e amigos escudeiros é mara. Foi aí que descobri que a Taylor Swift fez um cover acústico em um de seus shows e, mesmo não sendo nem um pouco fã da moça, me encantei. Se liga só:






CLAUDIA LEITE E JAMMIL - CHUVA NA JANELA & BIZARRE LOVE TRIANGLE (cover)
Direto do túnel do tempo, dos meus 15, 16 anos... Estava eu passeando pelo reino dos favoritos perdidos, quando encontrei a música Bizarre Love Triangle, mas nessa versão aqui. Daí que eu queria saber se alguém tinha feito cover acústico dela.  Gente, sou rata de acústicos. Sou apaixonada por eles. Por mim todas as músicas seriam acústicas. Parei! — E aí... Olha só o que eu encontrei. Meu vício da adolescência. Eu sei, eu sei, Dona Cláudia caiu no meu conceito nos últimos anos, mas nessa época aí eu gostada de uma coisa ou outra e não tenho vergonha de admitir. Ela como pessoa eu não suporto, me julguem, mas eu gosto de algumas músicas na voz dela e essa é uma delas. Pra completar, tem esse mashup com "Chuva na Janela" que tem um refrãozinho todo amor. Se liguem:





 MEGAN DAVIES - CHAINS / DRAG ME DOWN (mashup cover)
Pra facilitar, o termo "mashup" é usado quando você mistura duas músicas que podem ser ou não do mesmo artista e utiliza praticamente a mesma melodia e mistura as letras. De todos os canais / cantores que fazem isso, as irmãs Davies são as minhas prediletas. descobri as duas há uns dois anos (se não me falha a memória), com esse cover de Lorde - Royals, feito pela Megan com a Emily Hackett. A Megan Davies, dona do canal, é a que está tocando o violão e a outra loira linda é a Jaclyn Davies , irmã dela. Estava assistindo The Voice e alguém cantou "Chains", do Nick Jonas. Corri pro youtube pra ouvir de novo e me lembrei de onde conhecia. Sinto dizer, mas são melhores que os originais.






 PAULA MATTOS - EU JÁ TE AMAVA (part. THAEME E THIAGO)
Eu já avisei que aqui tem de tudo, né? Pois é! Essa aqui nem estava na lista até ontem, quando eu acordei cantando e deu aquela coceirinha pra assistir de novo e cantar junto. Paula surgiu do nada na minha vida, com a clássica "Que Sorte a Nossa" que eu amei o suficiente pra mostrar minha cara cantando 15 segundos (viva o instagram) dela aqui. Desde então acompanha cada novo lançamento dela e fiquei morta de amor quando ela recebeu a Thaeme-Linda-Diva-Maravilhosa e o Thiago na gravação do DVD. Desconfio que, assim como na música, eu já amava a Paulinha (como se eu fosse super íntima), só não sabia. 




 DANIELA ANDRADE - BILLIE JEAN (cover)
Quem nunca gostou de uma música do rei do pop que atire a primeira pedra. Confesso, nunca fui fã do Michael Jackson, mas "Billie Jean" é uma das poucas músicas que eu sempre gostei de ouvir repetidamente. Dia desses uma amiga me chamou inbox pra falar que descobriu a Daniela Andrade que, apesar do nome dar essa impressão, não é brasileira. Ela é da cidade de Edmonton, Canadá. Masss, vamos ao que interessa. Essa moça fez o melhor cover do Michael que eu já vi/ouvi. Eu repeti o mesmo vídeo por dias, durmo cantando com a voz dela na cabeça, postei umas duas vezes no facebook e o youtube jajá vai pifar. Ela tem muitos outros, mas essa aqui é viciante. Juntem-se a mim.

E lanço o desafio, se encontrarem um cover melhor que esse (no mesmo estilo voz/violão) me mandem o link nos comentários.




Bom pessoal, por hoje é só!

Gostou da ideia? Então comenta aqui embaixo o que achou e, se quiser, manda a sua lista das 5 mais ouvidas da semana.
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